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Qual o papel dos novos tratamentos na terapêutica do mieloma múltiplo?

Nos últimos anos, o prognóstico dos doentes com Mieloma Múltiplo melhorou muito porque surgiram novos medicamentos. De um modo geral pode dizer-se que as novas terapêuticas levaram a um aumento do número de respostas completas e parciais e, consequentemente, da sobrevivência e da melhoria da qualidade de vida.
Talidomida

A talidomida é um tipo de medicamento que impede o crescimento do tumor, sobretudo por ter efeito anti-angiogénico, isto é, por impedir que cresçam os vasos que vão alimentar o tumor. É também um modulador das citocinas, o que significa que altera os sinais entre as células, afectando os mecanismos que levam ao crescimento das células malignas.

Tem indicação para ser utilizado em doentes em tratamento de 1ª linha, podendo também ser utilizado em doentes em recaída ou que não responderam a outras terapêuticas.

Pode ser tomado isolado ou associado a outros citostáticos ou a corticóides. É administrado por via oral. Os comprimidos são de 50 mg e as doses variam de 50 a 200 mg/dia, consoante o tipo de terapêutica.

Quais os principais efeitos secundários da talidomida?

É possível controlar alguns dos seus efeitos indesejáveis. De entre os mais comuns salientam-se a obstipação e a sonolência. Deste último efeito pode tirar-se partido, fazendo a sua ingestão à hora de dormir e evitando tomar outros sedativos.

O principal efeito secundário que impede a sua utilização prolongada é a neuropatia periférica. Assim, se estiver a fazer este medicamento, e sentir formigueiros ou adormecimentos dos pés ou mãos, deve informar prontamente o seu médico.

Bortezomib

O bortezomib é um “inibidor dos proteosomas”, ou seja, bloqueia um processo normal de destruição e reciclagem das proteínas dentro das células, que leva à morte destas. Mas isso apenas se passa com as células do mieloma e não com as células normais.

Pode ser associado a citostáticos e a corticóides. É administrado por via endovenosa, habitualmente na dose de 1,3 mg/m2, duas vezes por semana, duas semanas seguidas, seguido de uma pausa para descanso de 10 dias. É feito em regime de ambulatório em Hospital de Dia e a sua administração é rápida.

Em Portugal está aprovado para utilização no tratamento do Mieloma Múltiplo em progressão, em doentes que tenham recebido pelo menos uma terapêutica prévia e, em 1ª linha, associado ao melfalan e à prednisona, em doentes não elegíveis para transplante.

Quais são os principais efeitos secundários do bortezomib?

Tem como principais efeitos secundários o aparecimento da fadiga e a neuropatia periférica. Se tal acontecer deve ser feita uma adaptação da dose. A neuropatia, quando é detectada precocemente e a terapêutica manejada de forma correcta, é reversível. No caso de sentir formigueiros nos membros não se esqueça de informar o seu médico.

Lenalidomida

A lenalidomida é um dos derivados da talidomida. É mais potente e, tal como esta, inclui-se no grupo de agentes imunomoduladores (IMIDs), isto é, das drogas que têm capacidade para actuar no sistema imune. Fazem-no aumentando a actividade das células ligadas à imunidade. Têm também outras acções como a inibição da produção de citocinas pró-inflamatórias pelos monócitos e a inibição do factor de crescimento do endotélio vascular (FCEV).

A lenalidomida está indicada para o tratamento de doentes com Mieloma Múltiplo que tenham recebido pelo menos um tratamento anterior. É administrada por via oral na dose de 25 mg/dia durante 21 dias, em ciclos de 28 dias. A associação com dexametasona em alta dose permitiu obter um aumento das taxas de respostas e do tempo para a progressão. No entanto aumentou também o risco de incidência de tromboses, pelo que presentemente é mais frequente o uso de dexametasona em baixa dose, isto é, a sua administração semanal (40mg).

Quais os principais efeitos secundários da lenalidomida?

Esta dosagem, associada à terapêutica profiláctica dos fenómenos trombo-embólicos, adaptada aos factores de risco, resultou numa melhor sobrevivência ao um ano e numa menor taxa de efeitos secundários. No entanto, se notar inchaço, vermelhidão ou dor da perna ou da coxa, ou dificuldade em respirar, deve imediatamente consultar o seu médico.

A lenalidomida tem também como efeito acessório a possibilidade de baixar os leucócitos e as plaquetas. Como se apresenta noutras dosagens mais baixas (5, 10 e 15 mg), o seu médico pode considerar adaptar a terapêutica face à sua situação.

FONTE –   http://www.pop.eu.com/index.php?mact=Calendar,m7,default,1&m7year=2010&m7month=9&m7returnid=235&page=235&calendarmonth=9&calendaryear=2010

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